Pedro Mateus

Aluno do 1º ano de Design e Produção Gráfica do Instituto Superior de Educação e Ciência

Este blog tem como objectivo, uma publicação regular sobre os temas abordados nas aulas de Óptica e teoria da Cor, que servirão como elementos de avaliação à disciplina.

Um espaço para me cultivar e para te cultivares!

Olho Humano - Pt4 (Última)

Boa Noite leitores,


Concluo finalmente o capítulo referente à anatomia do olho humano.

O conteúdo do olho apresenta vários elementos: o cristalino, o humor aquoso e o humor vítreo.


O cristalino é uma estrutura fundamental para garantir uma visão correcta, já que actua como uma lente que possibilita a incidência dos raios luminosos sobre a retina. O cristalino é um disco transparente biconvexo, com elevado conteúdo aquoso situado por trás da íris, graças a um ligamento que o une ao músculo ciliar, cujo grau de contracção altera a forma da lente e, consequentemente, a sua curvatura, adaptando a sua capacidade de incidência.

À frente do cristalino, os espaços situados entre a lente e a íris (câmara posterior) e o localizado entre esta e a córnea (câmara anterior) são ocupados pelo humor aquoso, um líquido transparente produzido pelo corpo ciliar, que circula de um espaço para o outro, atravessando a pupila.


Por trás do cristalino, entre a superfície posterior da lente e a retina, existe um espaço ocupado pelo humor vítreo, uma massa gelatinosa transparente que garante ao olho a sua forma globular, atravessado no seu centro por um fino canal designado canal hioideu.


E pronto, está completa esta superficial análise relativamente ao olho humano.

Até ao próximo post!


Olho Humano - Pt3

Boas Leitores,

Continuação da matéria sobre Anatomia do Olho...

A camada interna do olho corresponde à retina, a membrana sensível sobre a qual são projectados os raios luminosos, formada por várias camadas de células que originam duas unidades: a retina pigmentar ou sensorial, onde se encontram os fotorreceptores, e a retina neural, constituída por células de sustentação e por outras, cujos prolongamentos formam o nervo óptico. É possível distinguir dois tipos de fotorreceptores , as células responsáveis pela transformação dos estímulos luminosos em impulsos nervosos: os cones, que reagem em ambientes bem iluminados, sendo sensíveis às cores, e os bastonetes, que reagem em ambientes pouco iluminados, proporcionando uma visão a preto e branco.

Por outro lado, é possível distinguir dois sectores específicos sobre a superfície da retina. Um deles, situado exactamente no pólo posterior do globo ocular, é a mancha amarela ou mácula lútea, uma pequena zona de cor amarela, cuja parte central (a dita Fóvea para os alunos de Óptica) se encontra ligeiramente deprimida (favea centralis) e onde apenas existem cones, que corresponde à área de maior acuidade visual.
O outro, ligeiramente deslocado para a região interna, é a papila óptica, correspondendo ao ponto através do qual as fibras nervosas das células da retina que transportam os estímulos visuais saem do olho, atravessando o coróideo e a esclerótica, de forma a constituírem o nervo óptico. Como este sector não apresenta fotorreceptores, é designado "ponto cego".



Continua no próximo post!

O Olho Humano - Pt2

Boa Noite leitores,

Continuando o tópico anterior...


A camada média do olho corresponde à úvea, a camada vascular do olho, responsável pela nutrição dos restantes componentes do globo ocular e formada por várias estruturas: íris, corpo ciliar e coróideo.

A íris é um disco situado poucos milímetros atrás da córnea, maioritariamente composto por fibras musculares e constituído por uma quantidade variável de pigmentos, dos quais depende a cor evidenciada para o exterior, condicionada por factores genéticos e variáveis de pessoa para pessoa. No centro da íris existe uma abertura circular, a pupila, perceptível desde o exterior como um ponto de cor negra, cujo grau de contracção ou dilatação, alterado pela acção das fibras musculares do disco, regula a passagem dos raios luminosos até ao fundo do olho.


Em torno da íris, é possível encontrar o corpo ciliar, uma estrutura igualmente constituída por abundantes fibras musculares que formam o músculo ciliar, ligada ao cristalino através de um ligamento, cuja contracção altera a curvatura da lente, de modo a possibilitar a incidência dos raios luminosos sobre a retina. O corpo ciliar é igualmente constituído por formações vasculares encarregues da secreção do humor aquoso, o líquido que ocupa a parte anterior do olho.


O coróideo é a porção mais extensa da úvea, já que se estende desde o corpo ciliar ao longo de toda a porção posterior do globo ocular, entre a esclerótica e a retina, sendo composto por abundantes vasos sanguíneos e tendo como principal função nutrir as estruturas sem irrigação própria, nomeadamente os elementos sensoriais da retina.


É de salientar que a informação que consta nestes tópicos é retirada integralmente da fonte mencionada. Não tenho por norma fazê-lo, mas achei a explicação bem acessivel a todo o público leitor.

Continua no próximo post!

in:
http://www.medipedia.pt/home/home.php?module=artigoEnc&id=505

O Olho Humano - Pt1


Boa Tarde leitores,

Entrámos agora numa matéria que considero super interessante - A Cor! Mas mais que isso, nestas últimas aulas falámos do Olho Humano e dos seus componentes.


O olho, igualmente denominado globo ocular, é um órgão duplo e simétrico, já que o ser humano apresenta na sua constituição dois olhos, localizados em cavidades ósseas da parte anterior do crânio, denominadas órbitas. O globo ocular tem uma forma esférica, mas algo aplanada no sentido vertical, com um diâmetro que nos adultos pode chegar aos 24,5 mm. É formado por três camadas concêntricas e composto por uma série de estruturas que controlam a passagem dos raios luminosos provenientes do exterior, com vista a projectá-los sobre uma membrana sensível aos estímulos luminosos, onde são formadas as imagens posteriormente elaboradas pelo cérebro.



A camada externa do olho é constituída por duas estruturas: a esclerótica e a córnea. A esclerótica é uma túnica resistente e opaca, formada por tecido conjuntivo, que constitui a maioria do revestimento externo do olho, embora apenas seja perceptível na parte anterior, onde é possível apreciar a sua típica cor branca - o popular "branco do olho". A esclerótica serve de base para uma série de pequenos músculos que proporcionam ao olho a sua típica mobilidade, permitindo que se desvie nas diferentes direcções de maneira coordenada com o outro globo ocular. Na parte anterior, como se fosse uma "janela" do olho, encontra-se a córnea, um disco transparente com a forma de uma abóbada adjacente à esclerótica ao longo de toda a sua periferia (limbo esclerocorneano) como se fosse o vidro de um relógio, através da qual os raios luminosos podem penetrar no interior do globo ocular.

- Vou completando a imagem à medida que explico os diferentes componentes -

Continua no próximo post!




O Estrabismo

*Qualquer dia já não posso entrar aqui que desato a espirrar! (sou alérgico ao pó!)*

Boa Noite leitores, o tema de hoje é - O Estrabismo.
O que é o estrabismo?
Estrabismo é um tipo de alteração ocular que desalinha os olhos para direcções diferentes e representa a perda do paralelismo entre os olhos. O desvio dos olhos pode ser constante e sempre notado, ou poderá ter períodos normais e períodos com olhos desviados. Existem três formas de estrabismo, o mais comum é o convergente (desvio de um dos olhos para dentro), mas podem ser também divergentes (desvio para fora) ou verticais (um olho fica mais alto ou mais baixo do que o outro).


Porque se é estrábico?
No olho humano, existem seis pares de músculos extra-oculares, presos do lado de fora de cada globo ocular e que controlam os movimentos. Em cada olho, dois músculos movimentam os olhos para a direita e para a esquerda. Os outros quatro músculos movimentam os olhos para cima e para baixo. Para termos os olhos alinhados e focalizados num ponto, todos os músculos oculares devem estar num equilíbrio perfeito de forças. Quando os músculos oculares não trabalham em conjunto ocorre um desvio ocular ou estrabismo.
Parte das situações, em que as crianças têm alguma forma de estrabismo poderão desenvolver-se, com maior probabilidade, devido a prematuridade, hereditariedade, paralisia cerebral, “graduação elevada”, baixa visão num olho (ambliopia). Por outro lado, o estrabismo pode ser um sinal de outra doença que importa diagnosticar.

Como tratar este problema?
O oftalmologista é o único técnico especializado para avaliar o caso na sua especificidade e indicar qual o melhor processo a seguir. O tratamento pode ser efectuado em três âmbitos:
  • Óptico – quando se utilizam lentes para corrigir erros de refracção;
  • Ortóptico – quando o olho saudável é coberto ou obstruído para promover a utilização do olho estrábico;
  • Cirúrgico – quando se procede à recessão do músculo recto, para auxiliar o alinhamento ocular.

Saliente-se que o tratamento cirúrgico só é utilizado quando o restante tratamento médico não é suficiente e os olhos permanecem desviados. O objectivo é pois fortalecer ou debilitar certos músculos do olho, de forma a obter uma boa visão e evitar que se torçam. Para além destas três intervenções é possível ainda realizar exercícios especiais e programas de treino visual para reforçar a visão binocular.

É possivel prevenir este desvio ocular?
Para despiste desta deficiência visual há que proceder à observação e ao acompanhamento precoce de todos os recém-nascidos, pois é nos primeiros meses de vida de uma criança que a função visual e o seu desenvolvimento vão ser determinados.
Este acompanhamento precoce permitirá avaliar as causas associadas ao estrabismo, evitar ou tratar a ambliopia e investigar possíveis patologias oculares associadas (como cataratas, lesões inflamatórias na retina ou lesões tumorais), bem como patologias gerais, principalmente do sistema nervoso central.

Até ao próximo post!
PS: Obrigado uma vez mais...

A Miragem

Boa Tarde leitores,
Uma vez mais, peço-vos desculpa pela minha demorada actualização. O assunto que vos trago hoje é - Miragem.
A Miragem é um fenómeno óptico frequente em dias ensolarados que ocorre nas estradas, paisagens desérticas e até mesmo em alto mar.

Quantos géneros de miragens existem?
A verdade é que existem imensos, no entanto, podemos agrupa-los em dois grandes grupos:
  • Miragem Inferior, a miragem que ocorre no deserto e estradas, que explicarei seguidamente;
  • Miragem Superior, a miragem que ocorre em regiões polares e com menos frequência que a primeira;


Como se dá este fenómeno?
A miragem trata-se de uma imagem causada pelo desvio da luz reflectida por um objecto. É por isso um fenómeno físico real, e não uma ilusão de óptica.

A luz solar, à medida que se aproxima do asfalto, sofre refracção devido à temperatura das camadas de ar. Esta refracção desvia a direcção da propagação de luz, e quando finalmente a luz atinge o asfalto, reflecte-se (totalmente) nas camadas de ar próximas do solo, causando uma distanciação entre este e a dita luz.

Qual o resultado?
Resulta na ilusão de que a superfície do solo é espelhada, formando um género de “poça de água”.
Este é apenas mais um dos muitos fenómenos ópticos que podemos observar (poderão consultar sobre o arco-iris e sobre a aurora boreal, já descritos neste blog), e que muitas vezes são confundidos como ilusões de óptica, mas que na realidade são reais (perdoem a redundância) pois envolvem a propagação de luz na atmosfera.


Até ao próximo post!

In:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Miragem



Hipermetropia

Boa noite Leitores,

Uma vez que iniciei este tópico sobre disturbios visuais/lentes, hoje postarei sobre Hipermetropia.

A Hipermetropia, ao contrário da miopia, é um disturbio visual causado pela formação de imagens após a retina. Isto deve-se ao facto de o olho de um hipermétrope ser ligeiramente menor do que o normal.

Um hipermétrope geralmente tem boa visão ao longe, e má visão ao perto, este fenómeno deve-se a uma compensação feita pela "lente do olho" que corrige o grau de visão ao longe, desquilibrando a focagem da imagem ao perto.


Como é esta situação resolvida?
Pela uso de lentes convergentes! Que actuam, fazendo convergir a luz para a retina formando aí a imagem.

Como vê um hipermétrope?

Usando o mesmo exemplo, é assim o dia-a-dia de um hipermétrope. acaba por ser muito vantajoso em determinadas alturas, mas a leitura de livros por exemplo, fica seriamente condicionada. Concluindo, o melhor é não sofrer de disturbios visuais e ter uma visão sã.
Até ao próximo post!
in:

Quem se encontra do outro lado da rua?

Boa Noite Leitores,
É verdade, têm sido tempos de grande agitação, trabalho e pouco tempo para tudo.

Ora, eu sou miope, e estando eu nesta condição coloquei-me a pensar "Que tipo de lentes usarei eu?". A resposta é a seguinte:

A hipometropia, ou mais conhecida Miopia, é um disturbio visual que provoca uma focagem da imagem antes de esta chegar à retina. Uma pessoa míope consegue ver objectos próximos com muita nitidez, mas os distantes são visualizados como se estivessem desfocados ( estão mesmo! )

Porque acontece isto?
Porque o foco onde os raios luminosos irão convergir, encontra-se antes da área dos receptores de luminosidade (que se encontram na retina), ao contrário de um individuo com visual normal, cujos raios convergem para um foco que se encontra na área próxima dos receptores.

Como é esta situação controlada?
Pelo uso de lentes divergentes! Que actuam, fazendo "recuar" o foco.


Como vê um miope?




Ao longe uma névoa, que não é benéfica quando passamos na rua e lá bem ao longe alguem conhecido nos saúda. Ficamos a pensar "Quem é? " e saudamos na mesma. Mas de perto somos quem vê melhor.





Até ao próximo post!

in:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Miopia

Resultados da Enquete

Boa noite leitores...
A enquete que coloquei no blog já fechou à uns dias, mas só agora me lembrei de comentar os resultados. Não teve tanta afluencia como eu pensei que teria, mas as 5 votações correspondem a - Fácil Compreensão - portanto já sabe professor, 5 dos seus alunos compreendem a matéria.
Até à próxima postagem!

Discromatopsia | Daltonismo

Fugindo uma vez mais à matéria abordada nas últimas aulas, hoje rumo a um tema que eu próprio estive eminente em sofrer - A Discromatopsia ou Daltonismo.

O que é exactamente Daltonismo?

É uma insuficiência visual relacionada com a incapacidade de distinguir diversas cores do espectro visual.

Geralmente esta insuficiência é transmitida hereditariamente e só raramente adquirida. É causada por um gene recessivo localizado no cromossoma X, por isso a sua taxa de incidência é DEZ VEZES MAIOR NOS HOMENS! Do que nas mulheres, pois a mulher precisaria de duas cópias do gene daltónico enquanto que o homem apenas de uma, já que possui apenas um cromossoma X.







Como muitos de outros fenómenos, este já advém da antiguidade, mas apenas no séc. XVIII sugeriu a primeira descrição cientifica deste problema, através do físico inglês John Dalton (compreendem de onde surgiu o nome do problema, que curiosamente era daltónico).



Muitos outros físicos estudaram o assunto e chegaram à conclusão que no interior do olho humano, na zona responsável pela conversão de estímulos luminosos em estímulos nervosos, existem células chamadas de Cones. Os cones apresentam uma sensibilidade diferenciada, captando a luz em com comprimentos de onda diferentes, existindo, portanto, cones que captam ondas longas (vermelhos) e outros ondas curtas (violetas) e ainda outros os comprimentos intermédios correspondentes aos verdes e amarelos. Consoante o tipo de radiação incidente, os cones seriam estimulados, gerando uma impulso nervoso que no cérebro era traduzido como a cor resultante. Nos daltónicos existe um problema no normal funcionamento dos cones, provocando assim a incapacidade de distinção correcta das cores.


Tipos de daltonismo existentes

Num caso mais sério e bastante raro, a criança vê o seu mundo a preto, branco e cinzento - Visão Acromática - nos casos mais comuns, os daltónicos vêem todas as cores, apenas não com toda a sua vivacidade; ou então apresentam uma maior dificuldade na percepção das cores que se situam entre o verde e o vermelho da roda das cores, distinguindo na perfeição todas as outras.

Estes são os 3 tipos de daltonismo mais comuns:

  • Protanomalia: dificuldade em distinguir a cor vermelha.
  • Deuteranomalia: dificuldade em distinguir as cores que se situam entre o verde e o vermelho; representa mais de metade das pessoas daltónicas.
  • Tritanomalia: dificuldade em distinguir as cores que se situam entre o azul e o amarelo; este é um dos cenários mais raros, mas que pode ainda ser agravado se o daltónico não conseguir ver o azul (tritanotopia), o vermelho (protanotopia) ou o verde (teranotopia).
Sabias que...

  • A maioria dos daltónicos não sabe que possui esta perturbação da visão?
  • Para os daltónicos, o arco-íris não possui 7 cores, mas sim 2 ou 3 (azul, amarelo, verde)?
  • Devido à sua vivacidade, o azul ou o roxo são, por norma, as cores preferidas das pessoas com daltonismo?
  • Regra geral, os daltónicos vêem aproximadamente 500 a 800 cores?
  • Mesmo entre os daltónicos, a percepção das cores varia muito?
  • Os daltónicos identificam mais tonalidades de violeta do que as pessoas com visão normal?
  • As pessoas com daltonismo têm uma visão nocturna muito superior à de uma pessoa com visão normal?
  • O pintor Vincent van Gogh era daltónico?
  • Durante a 2ª Guerra Mundial, eram os soldados daltónicos que melhor conseguiam detectar homens camuflados na mata?
  • A ocorrência de daltonismo é maior entre os descendentes de Europeus?

É curioso como uma pessoa daltónica pode ver o mundo de uma forma tão diferente que um não-daltónico.
Como referi no inicio do post, também eu poderia ter herdado este problema, nesse caso lá se ia o meu futuro no ramo do design! certamente não teria podido assinar aquele belo papel de Pré-requisito, afirmando que consigo distinguir as cores...

Deixo-vos aqui umas imagens interessantes que caso estejam interessados em saber se têm ou não um gene recessivo, observem e digam o número que se encontra no centro.





Até ao próximo post!
PS: Obrigado
in:
Michel Pastoureau, "Dicionário das Cores do Nosso Tempo", Editorial Estampa, 1997

Onde está o meu pote de ouro?

Ao realizar o post anterior, dei por mim a pensar na infinidade de assuntos relacionados com óptica que posso abordar. Hoje traga-vos outro fenómeno óptico de grande graciosidade e plenitude - o Arco-Íris.





É de conhecimento geral que este fenómeno se dá porque chove enquanto faz sol. Pois bem, mas é um pouco mais complexo que isso, envolvendo os tão nossos conhecidos efeitos de Refracção e Reflexão ( para quem não conhece estes efeitos aconselho a fazer uma pesquisa pelos blogs dos meus colegas ).


Definição: Arco-Íris é um fenómeno óptico e metereológico que separa a luz do sol no seu espectro quando brilha sobre gotas de chuva.


Estamos perante um lindo dia de sol e, só S.Pedro sabe porquê, começa a chuviscar, ora a luz branca, que contém em si todas as cores, ao atravessar o ar depara-se com uma substância de densidade diferente, as gotas de chuva, as cores que estão contidas em si separam-se produzindo um espectro!


A separação de cores ocorre devido à refracção da luz nas gotículas de água no ar. A luz refracta-se para o interior da gota, no entanto, quando atinge a superfície oposta, ocorre um efeito de total reflexão, fazendo a luz permanecer dentro da gota de água até atingir um outro ponto da superfície onde sofre uma nova refracção retomando à atmosfera separadamente produzindo o efeito que conhecemos. Criei uma imagem para compreenderem melhor este raciocinio.

É importante referir que as diferentes cores chegam ao olho do observador, vindo de gotas com alturas diferentes. Exemplo, a cor violeta é proveniente de uma gota que se encontra mais baixa, ao passo que a cor vermelha é proveniente de uma gota mais alta.

Como é possível verem na imagem, o arco-íris contém em si 7 cores visíveis ao olho humano o vermelho, o laranja, o amarelo, o azul, o anil e o violeta.

É um fenómeno que continua a fascinar miúdos e graúdos, dando origem a vários contos e mitos que ficarão para sempre gravados no imaginário de cada um.

in:
http://www.searadaciencia.ufc.br/especiais/fisica/coresluz/coresluz2.htm
http://www.scribd.com/doc/4030889/Fisica-Optica-O-ArcoIris-II
http://pt.wikipedia.org/wiki/Arco-%C3%ADris

Até ao próximo post!


PS: Obrigado

Aurora Boreal

Navegando eu na Internet, deparei-me com um nome que há muito tempo reside no meu imaginário - Aurora Boreal.


Quem não ouviu falar deste maravilhoso fenómeno natural? Após algumas pesquisas, concluí que o Sol - aquele cujos raios UV tanto nos prejudicam - é o responsável por este espectáculo de cores. O sol emite uma grande quantidade de partículas electricamente carregadas - Vento Solar - que são atraídas pelo campo magnético terrestre, provocando uma colisão destas com os átomos de oxigénio, hidrogénio e nitrogénio presentes na atmosfera terrestre. Este choque produz radiações com diversos comprimentos de onda gerando assim cores características:

  • Verde-esmeralda: colisão com átomos de oxigénio a 90-150 km;

  • Vermelho: colisão com átomos de nitrogénio nas camadas mais baixas;

  • Azul: colisão com átomos de hidrogénio;

O resultado é um espectáculo de luz, brilhos e cor, no entanto, sem uma forma definida pois estas podem aparecer como pontos luminosos, faixas horizontais, circulares, ondas...
Este fenómeno não se dá apenas em grandes altitudes, nem tão pouco, somente, no planeta Terra, se pudessemos fugir deste mundo e descansar o espírito noutro planeta gasoso, poderíamos observar este mesmo fenómeno.




Curiosidades:
Na Lapónia a aurora boreal ocorre durante 200 dias por ano! Embora não seja sempre visível.

Os asiáticos acreditam que quem a tenha visto será feliz para sempre e acreditam que é uma fonte de fertilidade.

Galileu Galilei optou por este nome em referência à deusa romana Aurora, deusa da Luz da manhã, e Bóreas o seu filho, Deus dos ventos do norte.

Continuarei a sonhar, uma dia admirar este fenómeno, que como tantos outros, fazem a vida valer a pena!
Antes de me despedir, gostaria de agradecer a ajuda de uma pessoa muito importante na minha vida.. Obrigado
Até ao próximo post!

in:
http://oficina.cienciaviva.pt/
http://pt.wikipedia.org/
http://pt.shvoong.com/exact-sciences/astronomy/1896423-aurora-boreal/
http://www.visitfinland.com/

Pedido aos colegas

Bom Dia Colegas...

Gostaria, se fosse possível, que respondessem ao Quiz que tenho aqui no blog, para assim fazermos uma estatística sobre a rentabilidade das aulas e se estas são, ou não, de fácil compreensão. Seria uma mais valia, pois o professor poderia consultar os resultados e assim ficaria com uma ideia geral da turma. OK?

Espero respostas!
Até ao próximo post!

Mistura Óptica das Cores

Bom dia Leitores.
Gostaria de vos falar de um assunto que me fascinou nas aulas de história de arte do meu secundário, no entanto, voltarei ao assunto da cor - a Mistura Óptica das Cores.
A título de curiosidade, os pintores impressionistas, e mais tarde os neo-impressionistas, utilizavam um método de pintura que apelava ao olho humano para se compreender no seu geral. Através de pinceladas rápidas, e sem aparents rigor, estes grandes senhores do séc. XIX conseguiram pintar quadros que só vistos a uma distância superior a 2 metros eram compreendidos.

A que se devia este fenómeno?
Simples, à conjugação das cores em locais chave! Cores primárias, complementares, frias, quentes, análogas...um turbilhão de cores que resultava numa composição harmoniosa e inovadora.
Já os Neo-impressionistas, Seurat, Signac entre outros, desenvolveram um método de execução que consistia em reduzir as pinceladas impressionistas, a minúsculos pontos - Pontilhismo - de cor pura não misturada, cientificamente colocadas umas ao lado das outras de acordo com a lei das complementares (Tomem em atenção o circulo cromático de que vos falei anteriormente). Estas manchas cromáticas misturavam-se, a uma certa distância, no olho do observador.


Cada uma das cores secundárias é a transição ou a mistura entre duas cores
primárias que lhes estão adjacentes. Cada cor primária, dentro do círculo, forma
um par de cores complementares com a cor secundária que lhe fica em frente, isto
é, ambas as cores se completam em luz incolor, ao misturarem-se opticamente,
mas, lado a lado, aumentam mutuamente de intensidade. Por sua vez as cores não
complementares, postas umas ao lado das outras, transformam-se reciprocamente no
sentido das cores complementares. Essa intensificação ou modificação mútua
chama-se contraste simultâneo e tem as suas causas no olho humano que produz as
modificações da cor oposta
Walter Hess, Documentos para a Compreensão da Pintura Moderna, Livros do Brasil


Para mim foi um tipo de arte que precisei estudar para começar a gostar, sou-vos sincero. Mas hoje em dia sou capaz de apreciar um bom quadro impressionista.

Deixo-vos agora com alguns exemplos de quadros Impressionistas e Neo-Impressionistas:




Como poderão reparar nos detalhes, não existe uma mancha de cor uniforme, homogénea...


Até ao próximo post!

Quem estará do outro lado do espelho?

Boa Tarde leitores...

Terminada a temática da cor, como prometido, rumamos agora aos espelhos.
Existem dois tipos de espelhos, os Planos e os Esféricos. Os planos, não têm grande complexidade. são aqueles com que diariamente lidamos, em que a distância do objecto ao espelho, será a mesma que da Imagem Virtual ( a imagem que vemos reflectida no espelho ) ao espelho, curiosamente essa imagem é nada mais, nada menos, que o reflexo da luz proveniente do corpo do objecto.
Os espelhos esféricos são algo mais complexo, fiam mais fino, como diria o professor de Óptica, uma vez que devido à curvatura do espelho, a imagem reflectida apresentar-se-nos-á deformada. Estes espelhos podem ser Côncavos -)- ou Convexos -(-; e cada um tem particularidades diferentes, consoante a posição do objecto que pretendemos reflectir.
Fiz umas pesquisas e fui dar aí com um recurso que agradaria o professor de Processos.. o YouTube! Deixo-vos com uma explicação muito boa sobre reflexos em espelhos esféricos.

http://www.youtube.com/watch?v=J8H9fTa5-wc

Até ao próximo post!

PS: Muitos dos meus colegas têm posts sobre esta temática, nao me quis repetir, por isso achei mais conveniente e interessante, colocar a teoria em prática.

CMYK



Fazendo agora um raciocínio paralelo com a disciplina de Processos e tecnologias gráficas, explicarei de forma sucinta o termo CMYK.

CMYK é um modelo cromático como já referi no post anterior, e é utilizado no processo de impressão. Enquanto que os pintores utilizam o circulo cromático básico como guia para a mistura das suas tintas, as impressoras usam um conjunto diverso de cores: Cyan, Magenta, Amarelo (Yellow) e Preto (blacK), ideais para reproduzir a gama de cores encontradas nas fotos a cores. C,M,Y e K são conhecidas como process colors, e a impressão colorida é chamada de "quadricromia". O CMYK é usado por impressoras a jacto de tinta e laser, bem como pelo equipamento de impressão Offset, Flexografia e Roto-Gravura.
Em principio C,M e Y deveriam produzir o preto, mas o resultado da mistura não é rico o bastante para reproduzir imagens coloridas com uma gama tonal plena, assim o preto é necessário para completar o processo da quadricromia.

A Cor e o Design III

A cor apoderou-se de mim. Sei que ela me tomou para sempre. Tal é o significado deste momento abençoado. A cor e eu somos um. Sou pintor” Paul Klee


Modelos Cromáticos

As superficies absorvem certas ondas de luz e reflectem outras em direcção aos receptores de cor dos nossos olhos.

Em teoria, a combinação de tinta vermelha e verde teria como resultado o amarelo, na prática, no entanto, a combinação dos mesmos resulta num marrom-escuro.


Porque acontece isto? Simples...

Acontece porque os pigmentos absorvem mais luz do que reflectem, tornando qualquer mistura mais escura que as cores originais. À medida que novas cores são misturadas, menos luz é reflectida.Assim , os sistemas cromáticos baseados em pigmentos são chamados de "subtractivos".

Os métodos de impressão digital e offset utilizam o CMYK, um sistema subtractivo. São usadas cores menos comuns, pois a luz reflectida pelos pigmentos cyan e magenta mistura-se de modo mais puro em novos matrizes que a luz reflectida pelos pigmentos azul e vermelho
.



A Cor e o Design II



"Na realidade trabalha-se com poucas cores. O que dá a ilusão do seu numero é serem postas no seu justo lugar" Pablo Picasso

Continuando...

Em 1665, um senhor chamado Isaac Newton descobriu que um prisma dividi a luz em espectros de cor: vermelho, laranja, amarelo, verde, azul, índigo e violeta. Ele organizou estas cores num circulo, circulo este, muito semelhante ao que os artistas utilizam hoje em dia para descrever a relação entre as cores.


Porque é o circulo cromático uma ferramenta útil para o design?

As cores vizinhas - que se encontram próximas no espectro e ou no circulo cromático - são análogas. Utilizá-das juntas, produzem um minimo contraste e uma harmonia natural. As cores análogas também têm uma temperatura de cor equivalente. Duas cores posicionadas de forma oposta no circulo são complementares; uma cor não contém nenhum elemento da outra e ambas têm temperaturas diferentes (quente x frio).
Próximos Posts - Modelos Cromáticos, CMYK e RGB

in:
LUPTON, Ellen e PHILLIPS, Jennifer - Novos fundamentos do design




A Cor e o Design

"Todas as cores são amigas das suas vizinhas e amantes das suas opostas" Marc Chagall


"A cor pode exprimir uma atmosfera, descrever uma realidade ou codificar uma informação. Palavras como "sombrio", "pardo" e "brilhante" trazem à mente um clima de cores e uma paleta de relações. Os designers usam a cor para fazer com que algumas coisas se destaquem e outras desapareçam.

Em tempos o design gráfico foi visto como uma actividade fundamentalmente a preto e branco - o que hoje em dia não é mais o caso. A cor tornou-se parte integrante do processo de design. A impressão a cores, antes um luxo, hoje um dado adquirido e uma banalidade.

O design costumava ser entendido como uma armadura abstracta por trás das aparências. A cor, por outro lado, era vista como subjectiva e instável.

A cor existe, literalmente, no olho do observador, pois só podemos percebê-la quando a luz é reflectida por um objecto ou emitida por uma fonte.

A nossa percepção da cor depende não apenas da pigmentação das superficies em si, como também da intensidade e do tipo de luz ambiente. Mais do que isso, percebemos uma determinada cor em função das outras que estão em torno dela. Por exemplo, um tom claro destaca-se mais num fundo escuro do que num pálido..."

(continua no próximo post)


in:
LUPTON, Ellen e PHILLIPS, Jennifer - Novos fundamentos do design

Luz! - Ultravioleta

Continuando a minha demanda sobre a luz, hoje falar-vos-ei das ondas Ultravioleta.
A luz ultravioleta (trata-la-ei por UV) tem um comprimento de onda mais curto que a luz visível, sendo assim não é visível ao olho humano, mas pode ser vista por alguns insectos como a abelha.
As UV estão divididas em três categorias:
  1. as UV próximas, encontram-se próximas do espectro visível
  2. as UV afastadas, encontram-se entre as UV próximas e as extremas
  3. as UV extremas, encontram-se próximas dos raio-x

Estas três categorias distinguem-se pela sua radiação, mais ou menos, energética, bem como, pelo seu comprimento de onda.

A luz UV é emitida através do sol, é no entanto, bloquiada, em grande parte, pela atmosfera terrestre, que por acção da camada de ozono, protege o solo terrestre e a vida humana desta radiação electromagnética nociva.

Se tiverem interesse na Radiação Infravermelha e nas Ondas de Rádio-Frequência, poderão aceder ao blog da Diana e do André, respectivamente.

Até ao meu próximo Post!

in:
http://science.hq.nasa.gov/kids/imagers/ems/uv.html