Pedro Mateus

Aluno do 1º ano de Design e Produção Gráfica do Instituto Superior de Educação e Ciência

Este blog tem como objectivo, uma publicação regular sobre os temas abordados nas aulas de Óptica e teoria da Cor, que servirão como elementos de avaliação à disciplina.

Um espaço para me cultivar e para te cultivares!

Quem se encontra do outro lado da rua?

Boa Noite Leitores,
É verdade, têm sido tempos de grande agitação, trabalho e pouco tempo para tudo.

Ora, eu sou miope, e estando eu nesta condição coloquei-me a pensar "Que tipo de lentes usarei eu?". A resposta é a seguinte:

A hipometropia, ou mais conhecida Miopia, é um disturbio visual que provoca uma focagem da imagem antes de esta chegar à retina. Uma pessoa míope consegue ver objectos próximos com muita nitidez, mas os distantes são visualizados como se estivessem desfocados ( estão mesmo! )

Porque acontece isto?
Porque o foco onde os raios luminosos irão convergir, encontra-se antes da área dos receptores de luminosidade (que se encontram na retina), ao contrário de um individuo com visual normal, cujos raios convergem para um foco que se encontra na área próxima dos receptores.

Como é esta situação controlada?
Pelo uso de lentes divergentes! Que actuam, fazendo "recuar" o foco.


Como vê um miope?




Ao longe uma névoa, que não é benéfica quando passamos na rua e lá bem ao longe alguem conhecido nos saúda. Ficamos a pensar "Quem é? " e saudamos na mesma. Mas de perto somos quem vê melhor.





Até ao próximo post!

in:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Miopia

Resultados da Enquete

Boa noite leitores...
A enquete que coloquei no blog já fechou à uns dias, mas só agora me lembrei de comentar os resultados. Não teve tanta afluencia como eu pensei que teria, mas as 5 votações correspondem a - Fácil Compreensão - portanto já sabe professor, 5 dos seus alunos compreendem a matéria.
Até à próxima postagem!

Discromatopsia | Daltonismo

Fugindo uma vez mais à matéria abordada nas últimas aulas, hoje rumo a um tema que eu próprio estive eminente em sofrer - A Discromatopsia ou Daltonismo.

O que é exactamente Daltonismo?

É uma insuficiência visual relacionada com a incapacidade de distinguir diversas cores do espectro visual.

Geralmente esta insuficiência é transmitida hereditariamente e só raramente adquirida. É causada por um gene recessivo localizado no cromossoma X, por isso a sua taxa de incidência é DEZ VEZES MAIOR NOS HOMENS! Do que nas mulheres, pois a mulher precisaria de duas cópias do gene daltónico enquanto que o homem apenas de uma, já que possui apenas um cromossoma X.







Como muitos de outros fenómenos, este já advém da antiguidade, mas apenas no séc. XVIII sugeriu a primeira descrição cientifica deste problema, através do físico inglês John Dalton (compreendem de onde surgiu o nome do problema, que curiosamente era daltónico).



Muitos outros físicos estudaram o assunto e chegaram à conclusão que no interior do olho humano, na zona responsável pela conversão de estímulos luminosos em estímulos nervosos, existem células chamadas de Cones. Os cones apresentam uma sensibilidade diferenciada, captando a luz em com comprimentos de onda diferentes, existindo, portanto, cones que captam ondas longas (vermelhos) e outros ondas curtas (violetas) e ainda outros os comprimentos intermédios correspondentes aos verdes e amarelos. Consoante o tipo de radiação incidente, os cones seriam estimulados, gerando uma impulso nervoso que no cérebro era traduzido como a cor resultante. Nos daltónicos existe um problema no normal funcionamento dos cones, provocando assim a incapacidade de distinção correcta das cores.


Tipos de daltonismo existentes

Num caso mais sério e bastante raro, a criança vê o seu mundo a preto, branco e cinzento - Visão Acromática - nos casos mais comuns, os daltónicos vêem todas as cores, apenas não com toda a sua vivacidade; ou então apresentam uma maior dificuldade na percepção das cores que se situam entre o verde e o vermelho da roda das cores, distinguindo na perfeição todas as outras.

Estes são os 3 tipos de daltonismo mais comuns:

  • Protanomalia: dificuldade em distinguir a cor vermelha.
  • Deuteranomalia: dificuldade em distinguir as cores que se situam entre o verde e o vermelho; representa mais de metade das pessoas daltónicas.
  • Tritanomalia: dificuldade em distinguir as cores que se situam entre o azul e o amarelo; este é um dos cenários mais raros, mas que pode ainda ser agravado se o daltónico não conseguir ver o azul (tritanotopia), o vermelho (protanotopia) ou o verde (teranotopia).
Sabias que...

  • A maioria dos daltónicos não sabe que possui esta perturbação da visão?
  • Para os daltónicos, o arco-íris não possui 7 cores, mas sim 2 ou 3 (azul, amarelo, verde)?
  • Devido à sua vivacidade, o azul ou o roxo são, por norma, as cores preferidas das pessoas com daltonismo?
  • Regra geral, os daltónicos vêem aproximadamente 500 a 800 cores?
  • Mesmo entre os daltónicos, a percepção das cores varia muito?
  • Os daltónicos identificam mais tonalidades de violeta do que as pessoas com visão normal?
  • As pessoas com daltonismo têm uma visão nocturna muito superior à de uma pessoa com visão normal?
  • O pintor Vincent van Gogh era daltónico?
  • Durante a 2ª Guerra Mundial, eram os soldados daltónicos que melhor conseguiam detectar homens camuflados na mata?
  • A ocorrência de daltonismo é maior entre os descendentes de Europeus?

É curioso como uma pessoa daltónica pode ver o mundo de uma forma tão diferente que um não-daltónico.
Como referi no inicio do post, também eu poderia ter herdado este problema, nesse caso lá se ia o meu futuro no ramo do design! certamente não teria podido assinar aquele belo papel de Pré-requisito, afirmando que consigo distinguir as cores...

Deixo-vos aqui umas imagens interessantes que caso estejam interessados em saber se têm ou não um gene recessivo, observem e digam o número que se encontra no centro.





Até ao próximo post!
PS: Obrigado
in:
Michel Pastoureau, "Dicionário das Cores do Nosso Tempo", Editorial Estampa, 1997

Onde está o meu pote de ouro?

Ao realizar o post anterior, dei por mim a pensar na infinidade de assuntos relacionados com óptica que posso abordar. Hoje traga-vos outro fenómeno óptico de grande graciosidade e plenitude - o Arco-Íris.





É de conhecimento geral que este fenómeno se dá porque chove enquanto faz sol. Pois bem, mas é um pouco mais complexo que isso, envolvendo os tão nossos conhecidos efeitos de Refracção e Reflexão ( para quem não conhece estes efeitos aconselho a fazer uma pesquisa pelos blogs dos meus colegas ).


Definição: Arco-Íris é um fenómeno óptico e metereológico que separa a luz do sol no seu espectro quando brilha sobre gotas de chuva.


Estamos perante um lindo dia de sol e, só S.Pedro sabe porquê, começa a chuviscar, ora a luz branca, que contém em si todas as cores, ao atravessar o ar depara-se com uma substância de densidade diferente, as gotas de chuva, as cores que estão contidas em si separam-se produzindo um espectro!


A separação de cores ocorre devido à refracção da luz nas gotículas de água no ar. A luz refracta-se para o interior da gota, no entanto, quando atinge a superfície oposta, ocorre um efeito de total reflexão, fazendo a luz permanecer dentro da gota de água até atingir um outro ponto da superfície onde sofre uma nova refracção retomando à atmosfera separadamente produzindo o efeito que conhecemos. Criei uma imagem para compreenderem melhor este raciocinio.

É importante referir que as diferentes cores chegam ao olho do observador, vindo de gotas com alturas diferentes. Exemplo, a cor violeta é proveniente de uma gota que se encontra mais baixa, ao passo que a cor vermelha é proveniente de uma gota mais alta.

Como é possível verem na imagem, o arco-íris contém em si 7 cores visíveis ao olho humano o vermelho, o laranja, o amarelo, o azul, o anil e o violeta.

É um fenómeno que continua a fascinar miúdos e graúdos, dando origem a vários contos e mitos que ficarão para sempre gravados no imaginário de cada um.

in:
http://www.searadaciencia.ufc.br/especiais/fisica/coresluz/coresluz2.htm
http://www.scribd.com/doc/4030889/Fisica-Optica-O-ArcoIris-II
http://pt.wikipedia.org/wiki/Arco-%C3%ADris

Até ao próximo post!


PS: Obrigado

Aurora Boreal

Navegando eu na Internet, deparei-me com um nome que há muito tempo reside no meu imaginário - Aurora Boreal.


Quem não ouviu falar deste maravilhoso fenómeno natural? Após algumas pesquisas, concluí que o Sol - aquele cujos raios UV tanto nos prejudicam - é o responsável por este espectáculo de cores. O sol emite uma grande quantidade de partículas electricamente carregadas - Vento Solar - que são atraídas pelo campo magnético terrestre, provocando uma colisão destas com os átomos de oxigénio, hidrogénio e nitrogénio presentes na atmosfera terrestre. Este choque produz radiações com diversos comprimentos de onda gerando assim cores características:

  • Verde-esmeralda: colisão com átomos de oxigénio a 90-150 km;

  • Vermelho: colisão com átomos de nitrogénio nas camadas mais baixas;

  • Azul: colisão com átomos de hidrogénio;

O resultado é um espectáculo de luz, brilhos e cor, no entanto, sem uma forma definida pois estas podem aparecer como pontos luminosos, faixas horizontais, circulares, ondas...
Este fenómeno não se dá apenas em grandes altitudes, nem tão pouco, somente, no planeta Terra, se pudessemos fugir deste mundo e descansar o espírito noutro planeta gasoso, poderíamos observar este mesmo fenómeno.




Curiosidades:
Na Lapónia a aurora boreal ocorre durante 200 dias por ano! Embora não seja sempre visível.

Os asiáticos acreditam que quem a tenha visto será feliz para sempre e acreditam que é uma fonte de fertilidade.

Galileu Galilei optou por este nome em referência à deusa romana Aurora, deusa da Luz da manhã, e Bóreas o seu filho, Deus dos ventos do norte.

Continuarei a sonhar, uma dia admirar este fenómeno, que como tantos outros, fazem a vida valer a pena!
Antes de me despedir, gostaria de agradecer a ajuda de uma pessoa muito importante na minha vida.. Obrigado
Até ao próximo post!

in:
http://oficina.cienciaviva.pt/
http://pt.wikipedia.org/
http://pt.shvoong.com/exact-sciences/astronomy/1896423-aurora-boreal/
http://www.visitfinland.com/

Pedido aos colegas

Bom Dia Colegas...

Gostaria, se fosse possível, que respondessem ao Quiz que tenho aqui no blog, para assim fazermos uma estatística sobre a rentabilidade das aulas e se estas são, ou não, de fácil compreensão. Seria uma mais valia, pois o professor poderia consultar os resultados e assim ficaria com uma ideia geral da turma. OK?

Espero respostas!
Até ao próximo post!

Mistura Óptica das Cores

Bom dia Leitores.
Gostaria de vos falar de um assunto que me fascinou nas aulas de história de arte do meu secundário, no entanto, voltarei ao assunto da cor - a Mistura Óptica das Cores.
A título de curiosidade, os pintores impressionistas, e mais tarde os neo-impressionistas, utilizavam um método de pintura que apelava ao olho humano para se compreender no seu geral. Através de pinceladas rápidas, e sem aparents rigor, estes grandes senhores do séc. XIX conseguiram pintar quadros que só vistos a uma distância superior a 2 metros eram compreendidos.

A que se devia este fenómeno?
Simples, à conjugação das cores em locais chave! Cores primárias, complementares, frias, quentes, análogas...um turbilhão de cores que resultava numa composição harmoniosa e inovadora.
Já os Neo-impressionistas, Seurat, Signac entre outros, desenvolveram um método de execução que consistia em reduzir as pinceladas impressionistas, a minúsculos pontos - Pontilhismo - de cor pura não misturada, cientificamente colocadas umas ao lado das outras de acordo com a lei das complementares (Tomem em atenção o circulo cromático de que vos falei anteriormente). Estas manchas cromáticas misturavam-se, a uma certa distância, no olho do observador.


Cada uma das cores secundárias é a transição ou a mistura entre duas cores
primárias que lhes estão adjacentes. Cada cor primária, dentro do círculo, forma
um par de cores complementares com a cor secundária que lhe fica em frente, isto
é, ambas as cores se completam em luz incolor, ao misturarem-se opticamente,
mas, lado a lado, aumentam mutuamente de intensidade. Por sua vez as cores não
complementares, postas umas ao lado das outras, transformam-se reciprocamente no
sentido das cores complementares. Essa intensificação ou modificação mútua
chama-se contraste simultâneo e tem as suas causas no olho humano que produz as
modificações da cor oposta
Walter Hess, Documentos para a Compreensão da Pintura Moderna, Livros do Brasil


Para mim foi um tipo de arte que precisei estudar para começar a gostar, sou-vos sincero. Mas hoje em dia sou capaz de apreciar um bom quadro impressionista.

Deixo-vos agora com alguns exemplos de quadros Impressionistas e Neo-Impressionistas:




Como poderão reparar nos detalhes, não existe uma mancha de cor uniforme, homogénea...


Até ao próximo post!